Tudo
tem fim. Chega uma hora na vida, que você simplesmente cansa.
Ele
ainda continua com aqueles olhos que me fascinam, eu ainda gelo quando o vejo
ou meu coração ainda fica descompassado quando me manda uma mensagem. Mas de
que adianta se, nos últimos tempos, tenho ficado mais aflita, mais confusa, mais
sozinha, do que com o sorriso bobo no rosto?
Sozinha.
É assim que me sinto toda vez que ele desmarca um compromisso nosso, um tempinho
arrumado para ficarmos juntos, inventando alguma coisa. Talvez seja até
verdade, mas já foram tantas vezes, que é impossível não pensar que pode ser
invenção.
Confusa.
Por tantos momentos que ele me fala palavras bonitas e logo depois fica dias
sem dar sinal de vida.
Aflita.
Por não saber o que esperar de um relacionamento assim.
Eu
sou do tipo romântica, que gosta de estar com o sorriso bobo permanentemente,
que acha que paixão só é curada com nova paixão. Mas ultimamente você tem me
feito sentir tão angustiada, que tenho vontade de liberdade. Não, não é
liberdade para curtir. Eu sou o tipo de garota que gosta de ficar em casa, de
fazer uma noite do pijama com as primas, tomar um açaí com as amigas e estudar,
me chamam de certinha. E daí, sou mesmo?! Não vejo o mínimo sentido em sair pra
balada e beijar vários.
Mas
a liberdade a qual eu sinto falta, é a do coração. Há um tempo ele te
pertencia, mas ele tá cansado e querendo esvaziar um pouco.
Eu
não sei como serão meus dias sem uma única mensagem tua, eu sequer sei se o meu
coração vai realmente ficar em paz, quando decidir se afastar. Eu sei que estou
precisando de decisão. Chega dessa dúvida na minha vida, chega desse
bem-me-quer, mal-me-quer.


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