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13 novembro 2014

"Você acredita em amor à primeira vista?"

A gente cresce escutando essa pergunta.
Às vezes, muda de opinião durante a vida.
Diz "à primeira vista, só paixão".
Em qualquer outro momento, acredita na força do primeiro contato,
do primeiro olhar de todos.

Há algumas semanas, fui a uma festa
 - eu, que nunca gostei muito delas,
e encontrei uma pessoa que parecia já me conhecer.
Sabe quando você conhece alguém tão parecido
que o maior passatempo se torna descobrir mais e mais coisas em comum?

Meus amigos não existiam mais.
A gente ficou de pé, no meio do salão,
olho no olho, assuntos intermináveis.

Precisei ir embora correndo, mas eu não tinha dito o meu nome.
E não trocamos telefone nem e-mail.
Eu pus os pés em casa, coração acelerado e nervoso:
fui dormir com alguém em mente,
alguém que eu nem ao menos sabia como se chamava.
Que eu não sabia se veria novamente.

Gostaria de fugir daquela conversa de que só amamos aqueles
de quem conhecemos os defeitos.
Mas nada mais verdadeiro.
Amor, 
só vem de convivência.
Rotina, cumplicidade provada de pouquinho em pouquinho no dia a dia.

O que eu senti naquela noite,
o que me fez ir dormir inquieta,
nada disso era amor e nem teria como ser.
Era empolgação pela afinidade.
Hoje, eu sei que centenas de pessoas pensam como eu de alguma forma.
Mas não naquela época.
Foi surpreendente perceber que minhas opiniões
podiam ser iguais às de outra pessoa.

O que me fez ficar pensando nisso durante dias não era amor.
Era encanto.

Então não, eu não acredito em amor à primeira vista.
Mas em sentimentos e em olhares, eu acredito.
Se tira o sono e o sossego,
se descobrir o outro passa a ser o que há de mais interessante,
e se isso não acontece por somente uma vez,
mas na segunda, na terceira, e na décima,
aí sim a gente tá falando de amor.

-Isabella Linhares


05 setembro 2014

Coração cansado de indecisão



Tudo tem fim. Chega uma hora na vida, que você simplesmente cansa.
Ele ainda continua com aqueles olhos que me fascinam, eu ainda gelo quando o vejo ou meu coração ainda fica descompassado quando me manda uma mensagem. Mas de que adianta se, nos últimos tempos, tenho ficado mais aflita, mais confusa, mais sozinha, do que com o sorriso bobo no rosto?
Sozinha. É assim que me sinto toda vez que ele desmarca um compromisso nosso, um tempinho arrumado para ficarmos juntos, inventando alguma coisa. Talvez seja até verdade, mas já foram tantas vezes, que é impossível não pensar que pode ser invenção.
Confusa. Por tantos momentos que ele me fala palavras bonitas e logo depois fica dias sem dar sinal de vida.
Aflita. Por não saber o que esperar de um relacionamento assim.
Eu sou do tipo romântica, que gosta de estar com o sorriso bobo permanentemente, que acha que paixão só é curada com nova paixão. Mas ultimamente você tem me feito sentir tão angustiada, que tenho vontade de liberdade. Não, não é liberdade para curtir. Eu sou o tipo de garota que gosta de ficar em casa, de fazer uma noite do pijama com as primas, tomar um açaí com as amigas e estudar, me chamam de certinha. E daí, sou mesmo?! Não vejo o mínimo sentido em sair pra balada e beijar vários.
Mas a liberdade a qual eu sinto falta, é a do coração. Há um tempo ele te pertencia, mas ele tá cansado e querendo esvaziar um pouco.
Eu não sei como serão meus dias sem uma única mensagem tua, eu sequer sei se o meu coração vai realmente ficar em paz, quando decidir se afastar. Eu sei que estou precisando de decisão. Chega dessa dúvida na minha vida, chega desse bem-me-quer, mal-me-quer.




30 julho 2014

O tempo não vai te esperar...



Não me leve a mal, não quero parecer exigente, não quero forçar nada, mas poderia me responder algumas perguntas?
Você gosta de ouvir um 'eu também te amo' depois de ter dito 'eu te amo'?
Você gosta de ouvir um 'eu também tava morrendo' depois de ter dito 'eu senti saudades sua'?
Você gosta de ouvir um 'fica só mais pouquinho' depois de dizer 'pois é, então já vou indo'?
Você gosta de se sentir amado por quem você ama. Eu sei que gosta, não precisa esconder, afinal que mal há nisso? Eu te pergunto: QUE MAL HÁ NISSO?
Às vezes, por ser uma pessoa que se entrega muito, me pergunto qual a dificuldade, qual a opressão que as pessoas sentem em dizer o que sentem.
Se eu amo, porque não falar hoje? Agora?
Se eu sinto falta, porque não dizer hoje? Agora?
Se eu quero saber se está bem, porque não perguntar hoje? Agora?
Porque eu vou esperar por algo que eu nem sei se vem?
Eu te pergunto meu caro, esperar pra quê? (...) Não me venha dizer que 'eu já sofri demais por alguém que não valorizou quando eu não esperei pelo amanhã; --‘
Nem precisei ir pra Harvard e passar anos estudando, pra saber que ninguém é igual a ninguém. Que há amores e amores, pessoas e pessoas.
Então para de colocar o passado como pretexto pra não fazer o que quer, o que tem vontade. E não me venha com esse discursinho chulo de 'ah, minha timidez é o que me mata' MENTIRA! Seja homem e/ou mulher suficiente para admitir que o que te impede não tem nada a ver com timidez.

Enquanto você usa desculpas, o tempo passa. Sinto muito te informar, mas o tempo não vai esperar o te esperar.

Por: Livia Sampaio

23 julho 2014

A carta que você nunca vai ler...

  Nós costumávamos ser melhores amigos, pra sempre não existe, mas eu achava que duraria anos. Nossa amizade me transmitia paz, eu amava o jeito que você fazia carinho no meu cabelo mesmo com seu jeito tímido, gostava de como nossas conversas fluíam, sinta-se privilegiado sendo o único homem que eu passei mais de duas horas no telefone e olha que eu odeio falar ao telefone, eu gostava de como ficávamos animados quando achávamos algo em comum, o que não acontecia sempre, e preciso admitir que sinto falta até de quando você facilmente me irritava, zoando do que eu gostava.
  Mas isso já faz mais de um ano. Meio louco que estejamos sem nos falar esse tempo todo e sequer sei por qual real motivo. Você simplesmente decidiu que na sua vida não tinha mais espaço pra nossa amizade.
  Eu realmente sinto falta do carinho que tínhamos e de como nos entediamos, apesar de tão diferentes. Mas agora, são apenas lembranças.
  Sabe, eu tenho um melhor amigo agora e ele é incrível. Nós conversamos sobre tudo, não existe vergonha entre nós, não existe nenhuma segunda intenção, só amor de amigos. E sempre que eu preciso de companhia, ele me faz. A gente não se vê muito, na verdade quase nunca, mas a gente se fala quase todo dia e se ajuda com nossos conselhos meio loucos. Nunca pensei que ficaríamos tão amigos, mas o destino é incrível né?! Aquele mesmo que fez você se afastar de mim.
  Enfim, se um dia sua vida tiver um espaço eu ficarei feliz em fazer parte porque eu amava sua amizade, mas isso não acontecer eu te desejo toda felicidade.




22 julho 2014

O mal do século é solidão...

Me chamem de sonhadora, mas eu sempre tive a sensação de que não importasse o que poderia dar errado sempre teria alguém que me apoiasse, alguém que não importasse os meus erros, estaria lá, do meu lado para me falar palavras doces e me ajudar.
Mas chega um dia que você percebe que isso não existe, tem uma hora que as pessoas simplesmente saem de cena, chega um momento que elas simplesmente deduzem que é hora de você seguir sozinha, de você fazer suas escolhas sem ninguém para opinar e ter que lidar com as consequências delas sozinha.
Mas porque ficar tão assustado? Afinal você nasceu sozinha, correto? Talvez.
São nove meses no ventre de sua mãe, vir ao mundo e ser totalmente dependente dela por alguns anos, na adolescência você vira dependente de alguma amiga ou prima, do tipo “só vou se você for”, mas chega um belo dia, que todas essas pessoas decidem que chegou a hora de você encarar o problema sozinha, e é meio que efeito dominó, em diferentes situações, todas elas te deixam com as opções embaralhadas ou sem muita perspectiva de opção. E você simplesmente tem que lidar sozinha, pela primeira vez na sua vida!
Nesse momento você descobre que não é tão corajosa como pensava, tampouco tão decidida. Você fica meio perdida, sem ação. Chora. (Sim, eu odeio chorar na frente das pessoas, mas choro pra caramba quando estou sozinha) E fica esperando que algo aconteça sem que você tenha que realmente lidar sozinha, mas chega uma hora que não dá mais para esperar. Você tem que finalmente levantar a cabeça, se fingir de forte, tomar uma decisão e lidar, sozinha, com as consequências dela, mesmo que morrendo de medo.



18 julho 2014

Coração partido

Certa vez me disseram que o tempo e a distância são o melhor remédio para um coração partido, hoje eu sei que isso não é exatamente verdade. Porque a gente se afasta, passa um tempo sem vê e aos pouquinhos vai parando de pensar, agradecendo todos os dias por ninguém tocar no nome dele.
Mas não tem como fugir a vida toda, uma hora o encontro é inevitável. E aí sim, é a hora da verdade. Você vê a pessoa te longe e a sua primeira briga interna começa: um lado pede pra ele continue longe e outro pede "chega mais perto, me dá um abraço".
Como em um passe de mágica ele chega perto, diz que estou sumida. Sorriu e falo o minimo possível, afinal meu coração parece um foguete, minhas mãos soam cada vez mais e a vontade do abraço só aumenta.
Me afasto, escuto meu lado racional e espero que o tempo me traga o que realmente cura um coração partido: uma nova paixão. 



19 novembro 2013

Sentimento em música


Hoje eu vim falar de sentimentos de uma maneira diferente. Eu sou completamente apaixonada por música, do tipo que pensa em alguém a cada música escuta, e elas sempre marcam algum momento pra mim. 
Mas tem aquelas músicas que eu escuto mil vezes, mas a cada vez que eu escuto parece sempre a primeira vez, parece que de alguma maneira o coração bate no mesmo ritmo da música e faz sentir uma coisa boa ou aquela velha vontade de chorar sem motivo.

Enfim, fiz uma listinha dessas músicas que tocam meu coração de algum jeito:

1. A GENTE NEM FICOU - JORGE E MATEUS

2. HUMANS - THE SCENE ASTHETIC

3. LET ME LOVE YOU - VERSÃO GLEE

4. QUANDO EU TE ENCONTRAR - BIQUINI

5. QUASE SEM QUERER - VERSÃO SOULPOP

6. CHASING CARS - SNOW PATROL

7. WE FOUND LOVE - RIHANNA FEAT CALVIN HARRIS

8. O QUE É O AMOR - SOULPOP

9. NA SUA ESTANTE - PITTY

10. TEU SEGREDO - EXALTASAMBA

E pra vocês, qual músicas transmitem esse sentimento?

23 outubro 2013

Ela ...

"Tentei de todas as formas deixar isso de lado, mas não consegui, sempre que to sozinho meu pensamento focaliza nela e acordo sempre com os mesmos pensamentos.
Quando vejo ela sinto coisas estanhas, mas boas; Quando falo com ela  eu penso direito, mas minhas palavras saem embaralhadas, e minhas mãos ficam suando; Nunca hei de entender o que a faz agir daquele jeito, aquele jeito que me fascina.
Ninguém nunca a conheceu de verdade, nem a pobre coitada entende ela mesma. Ela é doce e distante na mesma proporção, nunca vi mulher pra deixar tanto marmanjo apaixonado e amedrontado.
Quando ela não sabe o que responder, sorri, e você nem se lembra do que tinha perguntado.
Ela é bem bonita, tem um belo corpo e uma voz encantadora, mas isso se encontra aos montes, o que diferencia ela é essa personalidade: você a conhece, ela te abraça, te faz sentir amado e, no dia seguinte, não responde tuas mensagens. Você fica na merda, puto da vida, procura a primeira gostosa que lembra o nome e desencana… 
Mas quando vocês se esbarram novamente, ela age com a naturalidade e a doçura da primeira vez. Ela diz que gosta de sentir, de poder tocar a pele, nada virtual a encanta, tem que ter olho no olho. 
Por falar em olho… Seus olhos, eles também são enlouquecedores, e quando ela desata a falar depois de duas taças de vinho, não há mulher mais sexy no bar.
 No mundo, se me permite o exagero. Até o desastre dela é tolerado, de tanto que a risada dela corrói teus sentidos por dentro. E aquele corpo? Tudo feito por aquele corpo deve ser perdoado, não há como negar. 
Ela derruba e quebra os copos numa mesa qualquer, pede desculpa do jeito mais sutil que já vi e o garçom só falta se ajoelhar e dizer que a culpa é dele. Pronto, ela ganhou mais um. 
Quando o assunto é ela, ela joga aquele cabelo pro lado e quase ninguém se incomoda de passar horas ouvindo qualquer história saindo entre aquele batom vermelho. 
Quase uma leoa, toda confusa, cheia de defeitos, detalhes que fazem dela quase perfeita, quase minha. Ela vive negando que quer algo comigo, desvia o olhar e diz que sou convencido, mas basta que seus olhos se encontre com os meus para eu saber que é tudo mentira, porque os olhos sempre dizem a verdade. 
O sentimento é forte por ela, pior que eu nem sei explicar o porque."

- Personagem da autora Gabriella Carvalho

21 outubro 2013

Aquela música

Tive o ímpeto de tapar os ouvidos, tamanho era o falatório ao meu redor. Crianças, mães, pais, amigos, namorados... Todos falavam sem parar como se não houvesse amanhã, despertando em mim uma espécie de fobia. O shopping estava muito cheio pra uma quinta-feira, mas parecia que não havia dia em que aquele local estivesse vazio. Minha vontade real era ficar do lado de fora, próximo às paradas de ônibus, observando com admiração a lua até que algum dos meus amigos chegassem e aí pudéssemos ir para a praça de alimentação. Chequei o relógio e ainda faltavam 45 minutos para começar o show, e tudo o que pude pensar era na saudade que eu sentia quando aquele momento acontecia semanalmente, tanta coisa havia mudado desde tempo, um pouco mais de um ano atrás.
O celular vibrou em minhas mãos e li a mensagem de uma amiga que dizia que em poucos minutos ela chegaria. Ótimo, eu, que já odiava sair sozinha, era obrigada a estar ali entre aquela multidão, me sentindo uma formiguinha, por mais alguns minutos. Eu esperava que aquela irritação passasse antes que ela chegasse, porque até eu estava me achando o cúmulo da chatice. Prendi meu olhar em um quiosque de celulares, mas sem realmente ver nada, me perdendo em pensamentos. Eu o havia convidado também, há duas semanas atrás, mas eu duvidava muito que ele sequer se lembrasse, e eu nem sei se podia culpa-lo. Mentira, eu podia, no dia anterior, toquei no assunto do show bem na frente dele para ver se havia alguma reação. Nada. Já no dia do show, pela tarde, eu havia compartilhado um flyer do show informando hora e local, na tentativa patética de não ter que falar com ele diretamente. Agora era só esperar, embora uma vozinha dentro do meu subconsciente me dissesse que essa esperança era ridícula. Pode parecer pessimismo, mas meu subconsciente não costumava me enganar com falsas esperanças, ou falsos pesares. Pisquei duas vezes focando novamente a visão e notei uma mão frenética acenando na minha frente.
-Até que enfim! – eu disse abraçando-a.
-Demorei muito? Mas ainda nem são cinco e meia, o show não é às seis?
-Sim, mas eu queria ter alguns minutos para vasculhar lojas antes disso – sorri agarrando seu braço.
Perguntei em que loja ela queria ir antes e a resposta foi justamente lojas de celulares, pois queria muito comprar um smartphone. Caminhamos um pouco, olhamos algumas lojas, mas paramos em uma que se localizava no meio do corredor. Modelo escolhido, depois de muito hesito, ela deu início a compra. O problema é que estava demorando mais do que eu havia planejado, então sugeri de ir logo pegar uma mesa em frente ao palco, e ela me encontraria lá depois de resolver tudo. Ela concordou e eu saí da loja quase correndo, esperando que anda desse tempo de pegar uma boa mesa.
-Yohanna! – ouvi meu nome ser gritado assim que me aproximei do palco.
Acenei de volta e me encaminhei para a mesa em que estavam dois amigos meus, um deles guitarrista da banda, um menina que eu conhecia, e outras duas pessoas que eu não me lembrava de já ter visto antes. Puxei uma cadeira e sentei à mesa deles, esperando alguns dos meus amigos chegarem. A primeira a chegar foi a que havia ficado na loja pra comprar o celular, embora o show já tivesse começado, ela não havia perdido muita coisa. Os outros chegaram mais ou menos meia hora depois e, apesar de eu estar irritada com a demora, comecei a aproveitar o show de verdade. A maioria das músicas pareciam fazer parte da trilha sonora da minha vida, umas com significados profundos, e outras que haviam marcado momentos importantes. Apesar de estar prestando atenção ao palco, aos meus amigos e às músicas, eu não deixava de virar a cabeça para a direita, onde ficava, coincidentemente, a escada rolante. Era bobagem, afinal, o show já deveria estar na metade, mas eu não conseguia não pensar que ele podia subir por ali a qualquer momento.
Quando a melodia de uma música em específico começou, tive de fechar os olhos pra conseguir controlar as emoções que ela me causava. Cantei a introdução viajando, até perceber que algo estava estranho. Eu estava errado algumas partes que eu tinha certeza de que sabia de cor, então decidi parar e prestar atenção ao que o vocalista cantava. Pareciam palavras desconexas, mas uma delas acabou sendo meu nome. Franzi a testa tentando entender o que estava acontecendo, quando senti alguém tapar meus olhos com as mãos. Dedilhei aquelas mãos com a ponta dos meus dedos e senti meu coração disparar, eu adorava aquele toque, amava aquela quentura, amava aquela pessoa. Ele tirou as mãos e estendeu uma delas para mim, que aceitei mesmo sem entender o que se passava. O vocalista da banda continuava cantando os versos daquela canção que eu tanto amava por me lembrar justamente ele, quando fui encaminhada para o centro do palco. Ali, entre os meus músicos favoritos, minhas músicas favoritas e muitas das minhas pessoas favoritas, meu amor favorito (e único) depositou um beijo cálido em minha cabeça e pronunciou as palavras mágicas.
-Eu te amo.
Parecia bom demais pra ser verdade. Pisquei duas vezes e me vi ainda sentada na cadeira, cantando baixinho os versos de outra música, e, segundo minha amiga, eu tinha acabado de sair de um tipo de transe. Meus olhos antes estavam fixos no palco, e minha mente parecia estar em outra galáxia. Suspirei, eu tinha sonhado acordada. Não sei se pelo efeito da música, ou daquela maldita esperança que martelava meu peito. O show prosseguiu e dessa vez não me permiti divagar em nenhum momento, me entretendo com conversas ou tentando prestar atenção às letras. Quando terminou, tive de fazer força pra engolir o choro, não sei se pela saudade antecipada que eu estava sentido, ou pela esperança vã que em atormentou a noite toda. Fomos falar com os meninos da banda e o abraço deles me reconfortou, um em especial, e me fez acreditar, naquele momento, pelo menos, que aquela falta a um evento que era importante pra mim não deveria marcar o fim da esperança, mas sim, o início de uma superação.

Eu não sabia se estava sendo radical, ou se estava certa, ao tentar parar de machucar meu coração, eu não sabia como eu iria agir dali a quatro dias, quando eu o veria de novo, eu não sabia como ia esquecer. Eu só sabia que meu maior desejo, era que o fim do show, significasse, além da saudade, das boas lembranças, da reafirmação do meu sentimento de carinho por aquelas pessoas, o fim de um sentimento que estava impregnado em mim. Eu podia sonhara acordada quantas vezes fosse, mas nenhuma delas iria me trazer a felicidade que eu queria. E ainda tinha uma coisa, nenhuma música realmente boa, merecia ser estragada por más lembranças.

- Umas das minhas autoras preferidas. Yohanna Gurgel

18 outubro 2013

Alguém especial...

Eu o olhei aquela noite meio por acaso, mas alias quem não olhou pra ele...

Não era a atração principal, mas estava lá no palco e com certeza o sorriso chamava a atenção de todos. Era meio tímido, porém realizado.

Percebia-se que ele fazia o que amava. Que havia nascido com o dom, que o seu destino era aquele, ser músico.

Suas caras de satisfação meio engraçadas durante o show também chamava atenção, impossível não sorrir também.

Enquanto tocava ele tinha o olhar vago, muitas vezes olhava para todos e olhava para ninguém, sentindo a música.

Depois de quase duas horas o admirando (e claro, curtindo o show), era a hora de ir embora, seria um adeus ou um até logo?

Naquele momento era impossível saber, mas meio por impulso fomos parabenizar a banda pela apresentação, e claro não podia faltar ele, o brilho daquela noite.

Foi meio superficial, mas o suficiente para admira-lo ainda mais.

Além de ser um profissional incrível, ele também era simpático e atencioso. E o abraço então, ah o abraço, esse não tem palavras que descrevam.

Saí daquele lugar sem saber se voltaria, se o veria de novo, mas com certeza de que nunca o esqueceria.


Com a certeza de que tinha conhecido alguém muito especial. 

- Hanna Tamyres